
Ano novo, contas à vista. Com a chegada de 2026, volta também a altura de tratar do IRS — seja a organizar papéis, seja a navegar pelo Portal das Finanças. Este ano traz algumas alterações importantes: os escalões foram atualizados e o calendário sofreu pequenos ajustes por causa dos dias em que as datas calham.
Se queres evitar coimas e receber o reembolso o quanto antes, toma nota do essencial para não falhar nada.
📅 Datas importantes (mesmo importantes)
Até 2 de março Último dia para validares as tuas faturas no e-Fatura. Também é até esta data que deves atualizar o agregado familiar, caso tenha havido alterações (nascimento de filhos, separação, mudança de morada, etc.).
- De 16 a 31 de março
Período para consultares as deduções à coleta.
Se encontrares valores que não estão corretos — especialmente nas
Despesas Gerais Familiares — podes apresentar uma reclamação. - De 1 de abril a 30 de junho
Prazo oficial para entregar a declaração de IRS (Modelo 3 ou IRS Automático).
Pequena sugestão:
Evita submeter a declaração nos primeiros dias de abril.
O sistema costuma ficar instável e com falhas que, por norma, são resolvidas pouco depois. - Até 31 de julho
A Autoridade Tributária deve enviar a nota de liquidação — o documento onde consta se tens imposto a receber ou a pagar.
- Até 31 de agosto
Data limite para receberes o reembolso ou, se for o caso, para pagares o valor em falta.
💰 O que muda no IRS em 2026?
O Orçamento do Estado para 2026 trouxe algumas alterações que podem refletir-se no
teu rendimento disponível, sobretudo se trabalhas por conta de outrem ou és pensionista.
-
Escalões atualizados
Os escalões de IRS foram ajustados em cerca de 3,5%.
Na prática, isto significa que podes ter um aumento salarial sem subir
automaticamente para um escalão mais elevado. -
Redução de taxas intermédias
As taxas entre o 2.º e o 5.º escalão baixaram ligeiramente.
O efeito deve notar-se na retenção mensal e, possivelmente, no acerto final. -
Salário Mínimo e mínimo de existência
O salário mínimo fixou-se nos 920€. O valor considerado pelo Estado como
o “mínimo de existência” também foi revisto, garantindo que quem aufere
o salário mínimo continua isento de IRS. -
IRS Jovem mantém-se
Até aos 35 anos, mantém-se o regime de isenção parcial.
Para quem está nos primeiros anos de carreira, pode representar uma
poupança significativa.
💡 Duas formas simples de melhorares as tuas possibilidades de reembolso
- Verifica toda a informação do IRS Automático
É prático e poupa tempo, especialmente para quem tem rendimentos simples.
Ainda assim, confirma todos os valores antes de submeteres a declaração.
Se alguma despesa relevante não estiver considerada (como saúde ou educação),
pode compensar preencheres manualmente. - Confirma rendas ou crédito habitação antigo
Se arrendas casa ou tens crédito habitação anterior a 2011, verifica se os valores
estão corretamente refletidos nas deduções. Podem impactar bastante o resultado final.
Sabias que pode ainda apoiar uma instituição solidária sem gastar mais por isso?
Basta indicares a entidade na declaração e 0,5% do imposto vai diretamente para essa causa.
Resumindo
O IRS de 2026 não traz complicações de maior, mas continua a exigir atenção.
O melhor é começar já — validar faturas em fevereiro e tratar de tudo com tempo para evitar
correrias desnecessárias em junho.
Quanto mais cedo fica tratado, menos dores de cabeça tens depois!